Nos últimos três anos habituámo-nos a ouvir dos responsáveis municipais um discurso persistente de êxito no equilíbrio das contas locais e até de aparente folga da tesouraria, resultante da volumosa arrecadação de receita. Embora se saiba que o maior contributo partiu do sacrifício fiscal das famílias, a maioria socialista não deixou de insistir na teoria do oásis, enquanto desprezava o investimento nas áreas social e educativa. Assim, não estranhei que posteriormente, na última revisão orçamental, as reivindicações do PSD fossem finalmente atendidas, com a inscrição no plano de actividades de cerca de duas dezenas de investimentos em escolas e equipamentos sociais.
Estranho, agora, que arrecadados em 23 de Outubro cerca de 52 milhões de euros a câmara municipal de Loures tenha proposto e aprovado, por maioria, um empréstimo de 12,5 milhões de euros para concretizar as mencionadas intenções de investimento.
Como sempre defendi, com a prossecução de uma política de recusa na redução da despesa municipal ou aumentaria ainda mais a carga fiscal ou ficaria por cumprir parte do plano de actividades. Perante a impossibilidade de aumentar ainda mais os impostos, visto que aplicam as taxas máximas, restou o caminho do empréstimo bancário, o que acaba definitivamente com a teoria do oásis.







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