Três anos depois da primeira edição nacional (Janeiro de 2006), Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner chegam a Loures com a análise municipal do seu título “Freakonomics – o estranho mundo da economia”. O assunto tornou-se tão sério que os dirigentes municipais foram todos convocados para “análise e discussão do livro”, mas só no dia 25 de Março. Talvez para terem tempo de ler e extrair as devidas lições da obra, cujo subtítulo é “o lado escondido de todas as coisas”. Confesso estranhar a súbita apetência pela dissecação dos livros de economia e gestão. Não sei se pela conjuntura da crise que atravessamos ou pelos títulos apelativos que os reputados autores empregam, como por exemplo, “como é que os peritos – desde os criminologistas aos agentes imobiliários, dos políticos aos cientistas – distorcem os factos”, “por que é que os traficantes de droga ainda vivem em casa dos pais” ou “por que é que as prostitutas ganham mais do que os arquitectos”, parece que finalmente alguém se sentiu motivado para aprender alguma coisa sobre economia. Podemos, enfim, ter a esperança de que as reuniões municipais sejam mais ricas de conteúdo. Assim, aproveitando o entusiasmo conjuntural, recomendo também a leitura de outras edições, bastante acessíveis, como “O Economista Disfarçado” de Tim Harford, “O Que é a Gestão” de Joan Magretta ou “Vencer” de Jack Welch.quinta-feira, 5 de março de 2009
Enquanto há vida há esperança
Três anos depois da primeira edição nacional (Janeiro de 2006), Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner chegam a Loures com a análise municipal do seu título “Freakonomics – o estranho mundo da economia”. O assunto tornou-se tão sério que os dirigentes municipais foram todos convocados para “análise e discussão do livro”, mas só no dia 25 de Março. Talvez para terem tempo de ler e extrair as devidas lições da obra, cujo subtítulo é “o lado escondido de todas as coisas”. Confesso estranhar a súbita apetência pela dissecação dos livros de economia e gestão. Não sei se pela conjuntura da crise que atravessamos ou pelos títulos apelativos que os reputados autores empregam, como por exemplo, “como é que os peritos – desde os criminologistas aos agentes imobiliários, dos políticos aos cientistas – distorcem os factos”, “por que é que os traficantes de droga ainda vivem em casa dos pais” ou “por que é que as prostitutas ganham mais do que os arquitectos”, parece que finalmente alguém se sentiu motivado para aprender alguma coisa sobre economia. Podemos, enfim, ter a esperança de que as reuniões municipais sejam mais ricas de conteúdo. Assim, aproveitando o entusiasmo conjuntural, recomendo também a leitura de outras edições, bastante acessíveis, como “O Economista Disfarçado” de Tim Harford, “O Que é a Gestão” de Joan Magretta ou “Vencer” de Jack Welch.
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Câmara Municipal de Loures,
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1 comentário:
Curvo-me perante os responsáveis pela promoção do livro. Que excelente ideia esta de colocar dirigentes municipais a discutir, seja o que for porque isso não tem qualquer interesse,influenciados por um título.
Parabéns aos mentores!
José Figueira
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