O Orçamento e as Grandes Opções do Plano constituem os principais instrumentos de gestão de uma Câmara Municipal, devendo reflectir as principais vertentes de actuação de quem lidera o orgão executivo. Tal desígnio programático não ocorre em Loures, repetindo-se os episódios que apontam para uma gestão errática, sem rumo, inconsistente e sem respeito pelos compromissos assumidos, publicamente.Decorrido menos de um mês sobre a data da primeira Revisão ao Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2007 e sem que esta tivesse sido ainda aprovada na Assembleia Municipal, surge novo processo de revisão, agora sob a capa formal da 4ª Alteração ao Orçamento.
Constata-se, então, que não estamos perante uma simples alteração, mas pelo contrário diante de uma revisão política profunda das intenções consagradas no Plano inicial, com manifesto prejuízo das freguesias que não são lideradas pelo Partido Socialista, nomeadamente Bucelas e Santo Antão do Tojal.
O mencionado documento constitui, portanto, a negação de todos os fundamentos que foram avançados em sede de debate e aprovação do documento-base.
Desaparecem, assim, do plano de investimentos, quase por completo, as remodelações e reparações em escolas, jardins-de- infância e parques infantis; a reparação e manutenção de centros de dia; o mobiliário e equipamento para instalações para a terceira idade. E até a ampliação e a construção, respectivamente, dos cemitérios de Fanhões e São João da Talha regressam à estaca zero.
Esta conduta reprovável acaba por legitimar e reforçar a apreciação menos positiva que o Partido Social Democrata, oportunamente realizou sobre os instrumentos de gestão.







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