Fernanda Câncio escreveu hoje, em artigo de opinião no "DN", o que Sócrates não disse e provavelmente gostaria de ter dito sobre o Presidente da República na entrevista à RTP. Não se percebe pela fúria das palavras se está a tentar provocar em Cavaco Silva o empate na contenda que Sócrates alimenta com a jornalista Manuela Moura Guedes, designadamente quando o considera de mentiroso (“relação difícil com a verdade”) e demagogo. De qualquer modo, fez-nos o favor de pôr termo à hipocrisia das considerações melosas sobre o relacionamento do governo com a presidência da república. Escreve, então, Fernanda Câncio no final do artigo: “o prefácio do livro Roteiros III, em que anuncia não se poder limitar a "fazer diagnósticos" mas achar ser sua obrigação "apontar caminhos", como os termos do seu último discurso, repetindo quase palavra por palavra a doutrina da líder do PSD e estrategicamente pronunciado quando já não pode dissolver o Parlamento, vieram apenas confirmar que está em campanha - e, portanto, na campanha. Desenganem-se, porém, os que crêem que o faz pelo PSD. O caminho que aponta é só um: Cavaco, Cavaco, Cavaco.”Como eu já aqui tinha escrito, com este tipo de conduta Sócrates vai ter muito que pedalar.







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