quinta-feira, 23 de abril de 2009

O denominador comum

Manuel Alegre considerou hoje no programa especial da Quadratura do Círculo, que a criação de um novo partido seria uma forma de “dar uma lição aos partidos, que necessitam de se renovar e de responder aos anseios da sociedade civil”.
Há dois anos a frase de Alegre seria provavelmente reduzida a mais um arrufo do poeta, no interior do PS. Dita hoje, nas vésperas do 25 de Abril de 2009, soa demasiado ao diagnóstico da doença que atinge transversalmente o sistema partidário português.

1 comentário:

José Luís Figueira disse...

No plano intelectual/literário tenho uma enorme estima pelo poeta e pelo escritor Manuel Alegre (MA). É, para mim, uma das grandes figuras da poesia portuguesa. Esse reconhecimento tem tradução no imenso número de poemas musicados por inúmeros artistas de diversos estilos e idades. MA é também um dos poetas portugueses que mais prémios nacionais e internacionais conquistou.
No plano político a dimensão de MA é incomparavelmente inferior. Voltas e mais voltas, cambalhotas e rodopios num homem de 73 anos de idade.
MA está há 34 anos no Parlamento integrado no grupo parlamentar do Partido Socialista. Só agora, nos últimos tempos, se apercebeu de diferenças ideológicas e comportamentais com o partido pelo qual tem aceite ser reeleito legislatura após legislatura?
Rotura por rotura então que faça como fez Salgado Zenha.
José Figueira