
Esta ilustração demonstra o cenário paradisíaco que se perspectivava para o parque Tejo, podendo ver-se na margem esquerda o espaço inicialmente disponível para um equipamento colectivo (escola pública), que passou a partir de hoje a ser rematado por mais um conjunto de edifícios habitacionais
A recuperação das margens do rio Trancão (parque Tejo) ficou hoje irremediavelmente comprometida com a aprovação pela câmara municipal de Loures de um conjunto de propostas oriundas da ParqueExpo e que cedem, mais uma vez, ao aumento da área de construção habitacional. Em síntese:
As parcelas 5 e 6 da Zona de Intervenção da Expo 98 foram objecto de reformulação, no âmbito dos seus projectos de iniciais de caracterização.
O plano de pormenor referente à parcela 5 foi revisto, passando a acolher mais habitação em lugar de uma escola pública (parcela 5.06). Modificação sustentada num “melhor uso daquela área, mais consentâneo com a sua vocação habitacional”…
Esta alteração implicou que o equipamento colectivo (escola pública) previsto inicialmente para esta área fosse “empurrado” para a parcela 6, também objecto de reformulação.
A parcela 6, adjacente à margem direita e à foz do rio Trancão será assim preenchida com uma amálgama de equipamentos colectivos: uns necessários e outros que dificilmente conviverão, de acordo com a sua função e proximidade. Teremos, por exemplo, a situação absurda de duas escolas de ensino básico e secundário (parcelas 6.18 e 6.20) ao lado de uma praça de eventos (parcela 6.22), que surge acantonada por espaços de diversão e lazer (fun center, jogos de salão, etc.), talvez a pensar em preencher melhor os intervalos escolares dos futuros alunos.
Não está em causa a necessidade de alguns destes equipamentos, mas sim a solução final da sua implantação, ditada pela obsessão habitacional que tomou conta dos responsáveis da ParqueExpo e da maioria socialista local. E que vai paulatinamente devorando parcelas de espaços verdes e de equipamentos colectivos.
As parcelas 5 e 6 da Zona de Intervenção da Expo 98 foram objecto de reformulação, no âmbito dos seus projectos de iniciais de caracterização.
O plano de pormenor referente à parcela 5 foi revisto, passando a acolher mais habitação em lugar de uma escola pública (parcela 5.06). Modificação sustentada num “melhor uso daquela área, mais consentâneo com a sua vocação habitacional”…
Esta alteração implicou que o equipamento colectivo (escola pública) previsto inicialmente para esta área fosse “empurrado” para a parcela 6, também objecto de reformulação.
A parcela 6, adjacente à margem direita e à foz do rio Trancão será assim preenchida com uma amálgama de equipamentos colectivos: uns necessários e outros que dificilmente conviverão, de acordo com a sua função e proximidade. Teremos, por exemplo, a situação absurda de duas escolas de ensino básico e secundário (parcelas 6.18 e 6.20) ao lado de uma praça de eventos (parcela 6.22), que surge acantonada por espaços de diversão e lazer (fun center, jogos de salão, etc.), talvez a pensar em preencher melhor os intervalos escolares dos futuros alunos.
Não está em causa a necessidade de alguns destes equipamentos, mas sim a solução final da sua implantação, ditada pela obsessão habitacional que tomou conta dos responsáveis da ParqueExpo e da maioria socialista local. E que vai paulatinamente devorando parcelas de espaços verdes e de equipamentos colectivos.
Todo este conjunto de incongruências contribui para “emparedar” a margem direita do rio Trancão, sacrificando-se as legítimas expectativas dos residentes, dos utilizadores e, em particular, dos habitantes de Sacavém que durante anos a fio ouviram as repetidas promessas (também da administração central) de despoluição e recuperação do rio Trancão como área de recreio e lazer.







