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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Lisboa com Sentido

Inacreditável, a forma como a maioria da imprensa escrita tratou a apresentação oficial de Pedro Santana Lopes. Quem não teve a oportunidade de ir ao Jardim do Arco do Cego ficou com a noção errada que a medida mais importante consistiu no anúncio da construção de mais um túnel… Nada de mais redutor. Santana Lopes fez um bom discurso, com uma primeira parte mais política (onde desmistificou a propaganda de António Costa e do ex-Zé que faz falta) e uma segunda mais programática, onde destacou como principal prioridade a vertente social, que inclui a reabilitação e o repovoamento, a requalificação dos bairros sociais e a eliminação das barreiras arquitectónicas. Foi já no âmbito do compromisso de não descurar os investimentos em acessibilidades que exemplificou como ambição para a segunda metade do mandato, o desnivelamento da praça Duque de Saldanha e do cruzamento das Picoas. Mas foram, precisamente, estes dois minutos de filme, aqueles que a imprensa escrita entendeu destacar…

Ver aqui o Programa Eleitoral

sexta-feira, 24 de abril de 2009

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Entrevista Delirante

Já sabíamos que a política, em termos editoriais, se encontra na mó de baixo. Também sabemos que o futebol, apesar da triste figura de alguns dos seus dirigentes e até do seleccionador nacional, continua a despertar e alimentar paixões. Adicione-se a isto a recente indemnização milionária do nosso José Mourinho e atingimos o pico das audiências e da reverência da comunicação social, conforme se pode assistir no ar cândido da pivot da SIC-Notícias, Ana Lourenço, quando em entrevista a Pedro Santana Lopes e após uma interrupção de três minutos destinada a cobrir a chegada de Mourinho ao aeroporto da Portela, retoma suspirando: “Deixemos então descansar José Mourinho…”.
Parece mentira? Mas não é. Bem, esteve Santana Lopes em abandonar de imediato a dita entrevista numa postura de grande dignidade.
Como não poderia deixar de ser, a direcção de informação da SIC entende que a reacção foi inusitada e desproporcionada (?!). As imagens falam por si.