Embora pecando por tardia foi apresentada na última reunião municipal uma moção manifestando preocupação com os impactos da linha ferroviária de alta velocidade na zona norte do concelho de Loures. Desde que a RAVE promoveu uma sessão de apresentação do traçado, há cerca de um ano, não se conhece nenhuma medida ou acção do executivo socialista que transmita o mínimo incómodo por este traçado ir dizimar a região vinícola de Bucelas e comprometer a recuperação das margens do rio Trancão na área de Sacavém. E também é conhecida a situação do Governo não “passar cartão” à câmara de Loures, como se constatou nos casos do hospital de Loures e dos terrenos do Quartel de Sacavém. Mas mesmo assim, continua a haver um excesso de respeito institucional, não vá um qualquer passo em falso comprometer alguma ambição política destes responsáveis. Daí que a referida moção só foi aprovada por maioria depois de um “lifting” no texto, ao ponto de o tornar inócuo nas suas deliberações. E onde até o verbo “exigir” teve que ser substituído por “interceder”. Perante este exercício de hipocrisia não pude votar favoravelmente o documento, apesar de concordar com os seus pressupostos. E por estar convencido que a única moção eficaz nesta altura será uma vitória do PSD nas eleições legislativas, que acabe com o devaneio despesista da ligação de TGV entre Lisboa e Porto.segunda-feira, 18 de maio de 2009
O Respeito e o Verbo
Embora pecando por tardia foi apresentada na última reunião municipal uma moção manifestando preocupação com os impactos da linha ferroviária de alta velocidade na zona norte do concelho de Loures. Desde que a RAVE promoveu uma sessão de apresentação do traçado, há cerca de um ano, não se conhece nenhuma medida ou acção do executivo socialista que transmita o mínimo incómodo por este traçado ir dizimar a região vinícola de Bucelas e comprometer a recuperação das margens do rio Trancão na área de Sacavém. E também é conhecida a situação do Governo não “passar cartão” à câmara de Loures, como se constatou nos casos do hospital de Loures e dos terrenos do Quartel de Sacavém. Mas mesmo assim, continua a haver um excesso de respeito institucional, não vá um qualquer passo em falso comprometer alguma ambição política destes responsáveis. Daí que a referida moção só foi aprovada por maioria depois de um “lifting” no texto, ao ponto de o tornar inócuo nas suas deliberações. E onde até o verbo “exigir” teve que ser substituído por “interceder”. Perante este exercício de hipocrisia não pude votar favoravelmente o documento, apesar de concordar com os seus pressupostos. E por estar convencido que a única moção eficaz nesta altura será uma vitória do PSD nas eleições legislativas, que acabe com o devaneio despesista da ligação de TGV entre Lisboa e Porto.
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