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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Camarate homenageia Francisco Sá Carneiro

Quis o destino que o nome de Francisco Sá Carneiro ficasse tragicamente associado à freguesia de Camarate, devido ao atentado que em 1980 levou a aeronave, em que viajava, a embater no bairro de Angola, vitimando todos os ocupantes. Desde então, só uma placa da autoria de Augusto Cid, que foi descerrada no local no âmbito de uma simbólica homenagem do PSD, perpetua a memória do incidente e das vítimas.
Com a recente atribuição, por unanimidade, do nome de Francisco Sá Carneiro para uma alameda da nova urbanização do Parque das Oliveiras, por proposta do PSD, a assembleia de freguesia de Camarate prestou finalmente homenagem pública à personalidade e ao percurso do antigo primeiro-ministro.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Partido de bases

Hoje, dia 6 de Maio, completam-se 34 anos sobre a data de fundação do então Partido Popular Democrático (PPD). Sobre a data em que as verdadeiras elites se integravam, sem preconceito, na imensa mole humana das bases e enriqueciam o partido como o mais representativo e transversal da sociedade. Vale a pena nesta data e no momento em que decorre novo processo eleitoral para a liderança do PSD recordar uma passagem de um discurso de Francisco Sá Carneiro em 1974:

“A proposta que fizemos em 6 de Maio mereceu uma adesão entusiástica: foram dezenas de milhares os que nos deram o seu apoio, inúmeros os núcleos que se constituíram espontaneamente. Graças ao trabalho de ardorosos militantes, com base nas centenas de sedes que abriram por esse país fora, o nosso ideário foi levado a todas as camadas da população. Hoje o PPD é, sobretudo, o partido dos milhares de trabalhadores que têm aderido à Social-Democracia; cumpre-nos estar conscientes de que a sociedade que procuramos construir terá de ser a que for desejada pelas classes trabalhadoras.
Numa perspectiva regional, o Partido cobre todo o território do País. A fase de implantação chega ao fim: é, portanto, o momento de, em nome dos fundadores, entregar às bases o Partido que pelo seu árduo esforço construíram. Através dos delegados que elegeram, as bases vão, neste primeiro Congresso, constituir definitivamente o Partido. Este é, efectivamente um verdadeiro Congresso Constituinte: as tarefas principais que nos cabe levar a bom termo são a discussão e aprovação do Programa Básica do Partido e dos Estatutos, seguidas da eleição dos dirigentes de harmonia com os estatutos aprovados.
A discussão e aprovação do programa fundamental do Partido vai certamente ratificar o objectivo final que nos propomos: a construção de uma sociedade socialista em liberdade, a alcançar mediante a introdução de reformas sucessivas e irreversíveis nas estruturas económicas e sociais, cujo ritmo e amplitude serão determinados pela vontade da população. Propomo-nos implantar uma democracia real no nosso País , uma democracia que, além de política, seja económica, social e cultural. Para isso, haverá que colocar o aparelho de Estado ao serviço de todo o Povo, especialmente das camadas mais desfavorecidas e transformar profundamente as estruturas da sociedade portuguesa.”

Não consta que fosse populista…

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Francisco Sá Carneiro

(1934-1980)

Hoje assinala-se a passagem de mais um ano sobre o trágico atentado de Camarate, que vitimou Francisco Sá Carneiro e os seus acompanhantes. Em sua memória, cito um dos seus discursos, datado de 1977, pela sua actualidade:

“O nosso partido tem sido lição de coerência, rectidão e de fidelidade aos ideais da social-democracia. E tem sabido resistir aos apelos da corte, qualquer que ela seja, mesmo que queiram implantar cortes em S. Bento, ou cortes em Belém, o nosso partido tem de resistir aos apelos do poder, porque um partido existe para disputar o poder. Ele próprio é centro de disputa do poder. Mas tem de resistir à atracção daqueles que procuram acenar-lhe com glórias… Mas tem de saber resistir-lhe, em nome da fidelidade aos seus militantes. Não é no centro do poder, não é na corte, que se traçam os destinos do País. Não é aí que se vivem os verdadeiros problemas do País. No contacto com os militantes, a responsabilidade tranquilizadora deve ser a norma de qualquer partido democrático e, sobretudo, dum partido social-democrata.”