Escudado no comunicado da Procuradoria-Geral da República, José Sócrates insistiu hoje na prática de matar o mensageiro, perante as más notícias (as de hoje apontavam o primeiro-ministro como suspeito, pelas autoridades inglesas). Sobre a investigação inglesa, a origem factual das notícias, nem uma palavra. Preferiu, antes, a expressão de "campanha negra" feita contra a sua pessoa e acusou os jornalistas de usar técnicas de "deturpação e de insídia", o que não deixa de ser irónico. Difamar ao defender-se de uma pretensa difamação.Com os dados conhecidos até ao momento, os partidos políticos com assento parlamentar (exceptuando o BE) optaram por considerar, e bem, que o caso deve ser tratado no âmbito judicial. No entanto, José Sócrates insiste em abordá-lo numa perspectiva política, mas só na parte que lhe permite o exercício estafado da vitimização, continuando a contornar a obrigação de explicar ao país os pressupostos políticos da alteração da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo.
Adenda: A TVI desmentiu o conteúdo das declarações de Cândida Almeida, ao adiantar que a Polícia inglesa forneceu informação e material às autoridades portuguesas, na sequência de uma carta rogatória da procuradoria do Montijo, datada de 2005.








