Depois de uma pausa na máquina eleitoral dos democratas norte-americanos, após ser conhecido o seu candidato – Barack Obama, volta a subir a temperatura na contenda eleitoral com a divulgação da próxima capa da revista “New Yorker” (sai no próximo dia 21), em que Obama surge com um traje muçulmano enquanto arde a bandeira norte-americana.Esta polémica coincide com o encerramento do inquérito em que se perguntava aos utilizadores deste blogue “qual o seu candidato preferido para vencer as eleições americanas?”. A opção incidiu claramente em John McCain (150 votos, 79%), seguido por Barack Obama (31 votos, 16%) e pela candidata derrotada Hillary Clinton (9 votos, 5%).
Este incidente virá proporcionar, pelo seu impacto, um debate oportuno sobre a ampla legitimidade que habitualmente é conferida aos cartoonistas, a pretexto da liberdade de imprensa, para representarem o seu olhar crítico da sociedade. Como no exemplo em causa estes acabam por introduzir, através da tinta-da-china, traços extremamente detractores das personalidades visadas ou fomentar juízos extremamente especulativos, sem que venham a ser responsabilizados pelas consequências políticas de tais manifestações de mau gosto.







1 comentário:
Concordo com o Dr. Paulo Guedes da Silva quanto ao extremo mau gosto da caricatura em causa. Trata-se, no meu entender, de uma tentativa desprezível de assassinar politicamente o candidato Barack Obama. Também nas práticas políticas a honestidade e o bom senso devem constar na cartilha de valores básicos.
Mas apesar de não concordar com a publicação daquela caricatura entendo que é na justiça que a responsabilização destes actos deve produzir efeitos. Trata-se de matéria sensível e que facilmente pode resvalar para servir objectivos menos recomendáveis.
Aconselho a leitura de um artigo publicado em Fevereiro 2006 a propósito das caricaturas de Maomé e que pode ser encontrado aqui
http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1906358_page_1,00.html
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