A Quinta da Fonte integra o roteiro dos bairros mais problemáticos da Área Metropolitana. Resultado de um realojamento apressado e mal pensado tem sido notícia com a regularidade dos incidentes mais ou menos graves, como aconteceu ontem. Nestas alturas, o guião repete-se: o ministro da Administração Interna, Rui Pereira promete apurar responsáveis pelos confrontos, iludindo o fracasso no combate ao tráfico e posse de armas ilegais, enquanto o presidente da câmara municipal de Loures acena pela enésima vez com a construção da esquadra de Camarate como se o policiamento “à distância” resolvesse a conflitualidade permanente no interior do bairro entre os residentes de etnia cigana e os de origem africana, quando nem sequer assegura a segurança dos habitantes da própria freguesia da Apelação.
Nestes momentos, percebe-se a inutilidade de órgãos como o conselho municipal de segurança, pela inexistência de agenda política e desinteresse na sua funcionalidade. Um órgão onde têm assento os principais responsáveis das forças de segurança, para além dos representantes municipais, deveria assumir a sua principal vocação expressa em objectivos como “formular propostas de solução para os problemas da marginalidade e segurança dos cidadãos no respectivo município e participar em acções de prevenção”, “promover a discussão sobre medidas de combate à criminalidade e à exclusão social do Município” e “proceder ao levantamento das situações sociais que pela sua particular vulnerabilidade se revelem de maior potencialidade criminógena e mais carecidas de apoio à inserção”, o que na prática não tem sucedido.
Há cerca de um ano, a propósito de outros incidentes no mesmo bairro, o Partido Social Democrata propôs a “criação de um grupo de trabalho para apresentação de projecto de parecer sobre a segurança e protecção de pessoas e bens nas urbanizações de habitação social e áreas objecto de realojamento no concelho de Loures”, como as Quintas da Fonte, do Mocho, da Vitória e Sapateiras. Também foi recomendado que “o conselho local de acção social de Loures (CLAS) e as várias comissões Sociais de freguesia e inter-freguesias, que intervêm nas áreas atingidas, promovessem com adequada celeridade reuniões dos seus plenários, no sentido de apresentarem uma proposta global de intervenção social, que em conjunto com a colaboração dos técnicos municipais contribuisse para superar o modelo esgotado dos actuais projectos de intervenção comunitária”. Decorrido um ano, os resultados são inesperadamente nulos...
Nestes momentos, percebe-se a inutilidade de órgãos como o conselho municipal de segurança, pela inexistência de agenda política e desinteresse na sua funcionalidade. Um órgão onde têm assento os principais responsáveis das forças de segurança, para além dos representantes municipais, deveria assumir a sua principal vocação expressa em objectivos como “formular propostas de solução para os problemas da marginalidade e segurança dos cidadãos no respectivo município e participar em acções de prevenção”, “promover a discussão sobre medidas de combate à criminalidade e à exclusão social do Município” e “proceder ao levantamento das situações sociais que pela sua particular vulnerabilidade se revelem de maior potencialidade criminógena e mais carecidas de apoio à inserção”, o que na prática não tem sucedido.
Há cerca de um ano, a propósito de outros incidentes no mesmo bairro, o Partido Social Democrata propôs a “criação de um grupo de trabalho para apresentação de projecto de parecer sobre a segurança e protecção de pessoas e bens nas urbanizações de habitação social e áreas objecto de realojamento no concelho de Loures”, como as Quintas da Fonte, do Mocho, da Vitória e Sapateiras. Também foi recomendado que “o conselho local de acção social de Loures (CLAS) e as várias comissões Sociais de freguesia e inter-freguesias, que intervêm nas áreas atingidas, promovessem com adequada celeridade reuniões dos seus plenários, no sentido de apresentarem uma proposta global de intervenção social, que em conjunto com a colaboração dos técnicos municipais contribuisse para superar o modelo esgotado dos actuais projectos de intervenção comunitária”. Decorrido um ano, os resultados são inesperadamente nulos...







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