quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Tudo como dantes

Em Loures a próxima reunião municipal, destinada a debater e aprovar a derrama, o imposto municipal sobre imóveis (IMI) e o imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT), será em sessão extraordinária, isto é, à porta fechada como convém, não vá algum munícipe, mais responsável pela engorda dos cofres municipais, lembrar-se de assistir à reunião e aplaudir os índices da carga fiscal...
Depois da mal sucedida fanfarronice de entrega dos cheques municipais às vítimas das cheias, o presidente do município Carlos Teixeira lembrou-se de manifestar “surpresa” pela presença da comunicação social nos ditos festejos, desconhecendo a sua convocação. Já não terá ficado surpreendido pela ausência dos vereadores da oposição, cujos convites foram objecto do conhecido “lápis azul” da presidência. A justificação improvisada para tal omissão, depois de interpelado, foi a de que se tratou de um “acto de gestão”, o que poderá traduzir-se que os mesmos só são convidados para actos de (indi)gestão municipal!

1 comentário:

José Luís Figueira disse...

Sobre trapalhadas de eleitos pelas listas do Partido Socialista refiro dois recentes exemplos.
Começando pelo Senhor Presidente do Município, escutei hoje, dia 17 de Outubro 2008, na estação de rádio TSF um peça sobre "festas de convívio" promovidas pelo Senhor Presidente da Câmara (sic) em bairros problemáticos do concelho. Gabava-se Carlos Teixeira do sucesso das mesmas e do quanto têm contribuído para o bom ambiente entre as comunidades africanas e ciganas. Quem o escutasse ficaria com a percepção de se tratar de um plano bem pensado e frutuoso. Logo a seguir os pseudo-beneficiários daqueles convívios afirmavam que os convívios têm acontecido mas... somente os africanos neles participam! A comunidade cigana nunca participou numa só.
Certamente um pequeno equívoco do Sr. Presidente.

Um outro exemplo é o da freguesia onde moro, Prior Velho.
Na Praceta Fernando Pessa existe uma área pública relvada e com bancos de jardim ladeada por uma pequena estrada onde é proibido os veículos automóveis estacionar. Como aquela proibição nunca foi respeitada (e nunca ninguém foi autuado!) entendeu o Senhor Presidente da Junta resolver o problema estreitando a faixa de rodagem por forma a não permitir o estacionamento de automóveis que dessa forma impediriam a circulação. Ou seja, contra a falta de civismo de uns, paga o erário público pelas obras que se estão a efectuar e já se prolongam há quase duas semanas.

José Figueira
Prior Velho