MADREDEUS
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sábado, 25 de abril de 2009
sexta-feira, 25 de abril de 2008
25 de Abril
“Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.”
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.”
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
terça-feira, 22 de abril de 2008
Os cravos do PS
O Partido Socialista continua dividido entre o anúncio de políticas mais à direita, que lhe vão garantindo o poder e rasgados elogios neste sector, e a esquecida prática testamentária de esquerda, reivindicada por alguns históricos do partido e, mais genuinamente, por Manuel Alegre. Inevitavelmente, estes equívocos adquirem maior dimensão em datas envolvidas por um clima mais emocional e ideológico, como se perspectiva com a aproximação do 25 de Abril. Daí que não se estranhe a preocupação dos históricos – Mário Soares, Manuel Alegre, Maria de Belém, Almeida Santos e Ferro Rodrigues – manifestada na redacção do comunicado da Associação 25 de Abril.Segundo o diário Público, ao longo do documento pode ler-se que "as incertezas de uma conjuntura económica, afectada pela eclosão e desenvolvimento de várias ordens de crises e, no plano interno, pela permanência dos problemas estruturais de que o país continua a padecer, fazem com que as comemorações do 25 de Abril de 2008 se processem num clima pouco desanuviado e escassamente propício jubilação colectiva (…) Numa altura em que os diversos índices sociais e económicos continuam a remeter-nos para os últimos escalões da Europa Comunitária, não poderá haver lugar para o enfraquecimento dos serviços que cabe ao Estado assegurar".
Mesmo que Vasco Lourenço venha garantir que o documento "não é, de maneira nenhuma", uma crítica ao Governo de Sócrates e que "cada um lê o que quiser", é óbvio que a adesão a tais considerações são o corolário da difícil convivência entre um Governo pouco socialista e os dirigentes mais representativos da esquerda do PS, que assistem ao crescimento eleitoral do PCP e do BE à custa da sua base política tradicional. E que na próxima sexta-feira lá farão o “sacrifício” de desfilar de braço dado na avenida da Liberdade, em nome desta e contra a política do governo de José Sócrates...
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segunda-feira, 30 de abril de 2007
Abril Telegráfico
Noite de 24 de Abril, Centro Cultural de Moscavide. Uma sala semi-vazia assiste a uma exibição de Danças de Salão, teimosamente interrompida pela aparelhagem de som, que ameaça calar-se de vez. STOP. Aguardam-se os discursos rotineiros. STOP. O representante da CDU inaugura as hostilidades com uma pretensa falta de legitimidade do líder do executivo municipal, eleito com uma elevada taxa de abstenção. STOP. O Presidente da Câmara Municipal sobe a parada, questionando a falta de democraticidade interna da CDU nas nomeações dos seus candidatos e embala o seu discurso demagógico com um chorrilho de insultos. STOP. Alguns dos poucos presentes na sala protestam e saem em debandada. Os representantes da CDU e do BE abandonam a Mesa e seguem-lhes as pisadas. STOP. Lá fora içam-se as bandeiras e canta-se a Grândola Vila Morena. STOP. As comemorações seguem dentro de momentos. STOP.
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