segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Há vida para além de Lisboa

Constatei com agrado a posição do PSD na câmara municipal e na assembleia municipal de Lisboa, que ditou uma redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para 2008, fixada em 0,70%. Consta, inclusive, que a recém eleita Comissão Política Distrital de Lisboa teve um papel colaborante na posição final da assembleia municipal em chumbar a proposta de António Costa, que estipulava a taxa do IMI no valor máximo de 0,80% para prédios anteriores à vigência do novo código.
Registei também com idêntica satisfação que na câmara social-democrata de Sintra, Fernando Seara reduziu em 10% a mesma taxa, “como forma de desonerar os munícipes de uma carga fiscal que é significativa”, descendo-a para 0,72%.
Perante estes dois exemplos, lamento que alguns colegas sociais-democratas confundam a câmara municipal de Lisboa com a junta metropolitana e o concelho de Lisboa com a área metropolitana, deixando de encarar este vasto território de forma integrada. Só assim se poderá entender a dualidade de critérios que leva a aceitar o facto de alguns ir(responsáveis) do PSD terem aprovado o aumento da carga fiscal em Loures, ao lado do PS, numa postura antagónica aos dois casos mencionados e numa atitude de clara negação dos compromissos assumidos, de forma escrita, na campanha eleitoral autárquica. Num dos casos a incongruência é levada ao limite, pois o elemento do PSD é também suplente do referido órgão distrital, tendo deixado cair uma das mais antigas e importantes bandeiras políticas do PSD no concelho de Loures – a redução da carga fiscal.
Não sendo adepto de vitórias morais, não deixo de me sentir confortado pela letra das minhas propostas de redução da derrama e do IMI coincidir com os propósitos políticos dos meus colegas de Lisboa e Sintra.

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