quinta-feira, 8 de maio de 2008

O bolo de aniversário

O PSD é o maior partido da oposição. Daí não se estranhar que em dia de aniversário, a comunicação social salientasse o pormenor do bolo comemorativo na apresentação da candidatura de Pedro Santana Lopes. O mesmo não se poderá dizer em relação a outro bolo, que passou estranhamente despercebido toda a semana aos olhos, habitualmente escrutinadores, dos senhores jornalistas. O bolo recheado do Major Tomé mencionado na primeira pessoa à revista Sábado:

“Outro dia, estive na UDP, numa festa de jovens, onde havia um que fazia anos e eu via os gajos a rirem-se muito. Vieram ter comigo e disseram “Ó Mário, come este bolinho” e comi o raio do bolo com uma cervejinha. Vim para casa, sentei-me no sofá (…) e comecei a ter uma sensação esquisita. Tentei levantar-me, mas parecia pedrado. Pensei…"Porra, um gajo com a minha idade, lá vem um ataque qualquer.Lá consegui levantar-me, fui beber água e aquilo foi passando. No outro dia, voltei à sede e os miúdos perguntaram-me “Mário, gostaste do bolinho?” Os gajos tinham-me desvirginado. Eu tinha-lhes dito que nunca tinha fumado um charro e eles prepararam um bolinho especial para mim [com haxixe] “…

Se o episódio das travessuras dos “netos” se passasse com outro “avô” ou em outra sede partidária o tratamento noticioso seria idêntico?

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