terça-feira, 12 de agosto de 2008

Embuste informático

Chama-se Magalhães. Poderia ser Alves dos Reis, apurado o resultado da monumental campanha de marketing em torno do novo computador escolar. Nem o olhar mais escrutinador de alguns bloguistas arrefeceu o entusiasmo precipitado da imprensa em torno deste projecto, que pouco acrescenta à massa crítica nacional. Bastaria ler as declarações do presidente da Intel, Craig Barrett. Na realidade, trata-se de um produto desta multinacional que pode ser fabricado por empresas locais e necessita de conteúdos também locais. O número envolvido de 500 mil computadores pretendidos pelo governo português dinamizou o interesse da Intel, sendo conhecido que os fabricantes locais (JP Sá Couto) e os de Taiwan (Elitegroup Computer Systems ou ECS) se tornaram parceiros do projecto.
Assim, teremos um “Classmate”, reproduzido na foto, igual ao de dezenas de países com uma pequena evolução no design e que só poderá ser exportado em pequenas quantidades. Para encomendas similares aos números nacionais, obviamente a Intel celebrará novo acordo de licenciamento de produção local com o país interessado. Esclarecidos?

Para contacto com a política da Intel e as especificações do Classmate ver aqui.

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