A ambição de Nelson Évora (“a melhor estratégia é saltar para o infinito”) e a tenacidade de Vanessa Fernandes (“é sofrer, sofrer até ao fim”) minoraram a enorme desilusão dos portugueses, alimentada pelos prognósticos iniciais de onze (?!) atletas medalháveis…Não alinho no coro generalizado de críticas, que se destacou nos últimos dias, metendo no mesmo saco atletas que fizeram as suas melhores marcas pessoais ou bateram os recordes nacionais das respectivas modalidades nos Jogos Olímpicos com outros que justificaram dificuldades em competir de manhã ou com o estádio cheio. Ou, ainda, com atletas que resignados apresentam um currículo sistemático de péssimas prestações e desistências em provas como a marcha olímpica. Importa, no entanto, reflectir serenamente no fraco retorno do investimento desportivo em modalidades como a natação e o judo, nos critérios que relegaram novamente a vela para segundo plano no conjunto das modalidades representadas e na desvalorização pública do secretário do Desporto, Laurentino Dias, pelo incumprimento dos principais objectivos contratualizados entre o Governo e o Comité Olímpico Português.
Por último, um lamento para a prestação inacreditável e até confrangedora de uma atleta com um palmarés invejável como Naide Gomes. Portugal pesou-lhe nos ombros?







1 comentário:
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