quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O fim do sonho do Sorraia

Em 1993, uma nova fábrica destinada a produzir açúcar de beterraba trouxe um novo alento aos agricultores do vale do Sorraia. Soube-se, entretanto, esta semana que esta será a última campanha, pois a “DAI, Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial” renunciou à quota de 15 mil toneladas de produção de açúcar a troco de 3 milhões de euros, tornando-se exclusivamente refinadora de ramas.
Com esta opção, negociada o ano passado com a Comissão Europeia (CE), de reduzir a sua quota de produção, revela-se totalmente inútil para os produtores locais um investimento orçado em 80 milhões de euros e que começou a laborar em 1997.
Cada vez mais se nota que o ministro Jaime Silva é uma espécie de presidente da comissão liquidatária da agricultura portuguesa. Alguém percebeu quais as culturas estratégicas para Portugal, para além daquelas que concedem indemnizações compensatórias aos agricultores pelo abandono das terras ou pela destruição das culturas?

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