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quarta-feira, 26 de março de 2008

Descer os impostos? Jamé...

Na realidade a medida hoje anunciada de descida do IVA para 20% não surpreendeu os mais atentos, nomeadamente à imprensa económica. A internacional, bem entendido, pois o governo pratica um discurso externo – Teixeira dos Santos ao Wall Street Journal – bem distinto da falta de rigor e sentido ético empregue nas declarações para consumo interno do primeiro-ministro, José Sócrates.
No início do mês, o responsável das finanças já havia confessado ao referido jornal estar a "monitorizar a situação" para ver o momento em que poderia proceder a uma descida dos impostos, devendo a mesma incidir possivelmente no IVA, para incentivar o consumo das famílias e relançar o crescimento da economia. O que não estava previsto era o PSD vir interromper a rampa de lançamento da medida com uma inoportuna proposta de descida dos impostos a inscrever no Orçamento do Estado para 2009. Foi o suficiente para um inflamado José Sócrates garantir que é "leviano e irresponsável" falar em baixar os impostos, sem se conhecer ainda os dados da economia portuguesa do ano passado e os indicadores dos primeiros meses deste ano. Doze dias chegaram para que o INE ajudasse a desvendar os preciosos indicadores e a tornar “bastante responsável” a descida de 1% no IVA… E “veremos para o ano”, já exclama o nosso primeiro, embriagado pela vertigem eleitoral.
Falta, no entanto, concluir que uma redução do IRC seria mais importante por motivos de competitividade das empresas. E se nos lembrarmos do sucedido com a recente descida do IVA nos ginásios veríamos que uma baixa do IVA não se reflecte necessariamente no consumo.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

E não se pode seguir o exemplo?

O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, anunciou uma remodelação governamental com o argumento de "completar o programa eleitoral e preparar projectos para a próxima legislatura". Foram objecto da mudança os titulares das pastas da Saúde, Habitação, Educação e Administração Pública.
Seguindo o exemplo de "nuestros hermanos", estariam de saída: Correia de Campos, Nunes Correia, Maria de Lurdes Rodrigues e Teixeira dos Santos. E, ainda, poderíamos acrescentar os responsáveis pela Economia e pela Agricultura, Manuel Pinho e Jaime Silva, completando a árdua tarefa de corresponder aos anseios dos portugueses!