Na realidade a medida hoje anunciada de descida do IVA para 20% não surpreendeu os mais atentos, nomeadamente à imprensa económica. A internacional, bem entendido, pois o governo pratica um discurso externo – Teixeira dos Santos ao Wall Street Journal – bem distinto da falta de rigor e sentido ético empregue nas declarações para consumo interno do primeiro-ministro, José Sócrates.No início do mês, o responsável das finanças já havia confessado ao referido jornal estar a "monitorizar a situação" para ver o momento em que poderia proceder a uma descida dos impostos, devendo a mesma incidir possivelmente no IVA, para incentivar o consumo das famílias e relançar o crescimento da economia. O que não estava previsto era o PSD vir interromper a rampa de lançamento da medida com uma inoportuna proposta de descida dos impostos a inscrever no Orçamento do Estado para 2009. Foi o suficiente para um inflamado José Sócrates garantir que é "leviano e irresponsável" falar em baixar os impostos, sem se conhecer ainda os dados da economia portuguesa do ano passado e os indicadores dos primeiros meses deste ano. Doze dias chegaram para que o INE ajudasse a desvendar os preciosos indicadores e a tornar “bastante responsável” a descida de 1% no IVA… E “veremos para o ano”, já exclama o nosso primeiro, embriagado pela vertigem eleitoral.
Falta, no entanto, concluir que uma redução do IRC seria mais importante por motivos de competitividade das empresas. E se nos lembrarmos do sucedido com a recente descida do IVA nos ginásios veríamos que uma baixa do IVA não se reflecte necessariamente no consumo.







1 comentário:
Este Sócrates não existe!!! O que me indigna é a leviandade com que ele executa estes números de magia barata. Mente às pessoas e nada acontece, diz e desdiz e nada acontece. Nunca um político desceu tão baixo. O cargo deste senhor, implica trabalho em prol de todos. Um primeiro-ministro governa, não se governa. Em 2009 terá o troco.
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