quinta-feira, 13 de março de 2008

Ruído de fundo


No momento em que o governo completa três anos de exercício e atravessa o seu pior momento político, como se assistiu no passado fim-de-semana com a significativa contestação dos professores, um logotipo introduzido por Durão Barroso nas Legislativas de 2002 serve de arma de arremesso para disputas partidárias internas, inevitavelmente amplificadas na comunicação social.

Quando se reivindica mais e melhor oposição a José Sócrates, os exemplos dados incidem nos vários disparates de que as três setas foram substituidas por uma só, que a seta laranja passou a azul e que o partido até poderá ter mudado de côr. O frenesim é tal que uma simples alteração ao fundo cromático utilizado, assente na antiga seta estilizada, é deturpada sem fundamento como se o PSD, por tal facto, tivesse até mudado de Programa. O que aconteceria se alguém se tivesse lembrado de inverter o símbolo...
Com este ruído de fundo (ou sobre o fundo) a cobertura mediática do balanço sobre o desempenho do governo passou obviamente para segundo plano, desvalorizando-se o incipiente crescimento económico, o aumento do desemprego, o abandono do interior do país, o centralismo do Estado e a falta de confiança nas suas opções estratégicas, a desqualificação da democracia portuguesa e a insensibilidade social. O governo agradece!

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