O debate da Gestão Municipal na Assembleia Municipal foi mais uma vez adiado em virtude do documento não ter sido entregue dentro do prazo legal. Considerando que o mesmo se reporta a 31 de Agosto, imagina-se o grau de actualidade quando finalmente for apreciado. No entanto, uma leitura mais atenta do mesmo não justificará uma análise muito diferente daquelas que tem sido produzidas perante documentos semelhantes, isto é, a única nota relevante incide no facto da gestão municipal cada vez mais se confundir com uma gestão tributária, em que não se constata qualquer esforço de redução da despesa corrente e, pelo contrário, se confirma o despesismo suportado pela carga fiscal municipal que se abate sobre os munícipes.Os números estão lá: em 31 de Agosto a execução orçamental da receita, no que se refere aos impostos directos já atingiu os 70,66% com uma arrecadação de €36.048.446,44; a receita do imposto municipal sobre transmissões (IMT) superou a previsão em 23%, tendo atingido na mesma data 123,42% (!) com € 17.402.914,01; o imposto municipal sobre imóveis (IMI) já foi executado em 63,20% com uma arrecadação de €12.993.997,22. Só a derrama se fica pelos 29,47%, consequência do gritante arrefecimento da economia local.
A receita corrente registou, assim, um acréscimo de 18,6%, em relação ao período homólogo de 2006. E no mesmo período constatou-se um aumento absoluto de 4,4 milhões de euros de impostos directos!







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