A possibilidade de o município vir a concretizar uma nova centralidade na cidade de Sacavém, aproveitando os terrenos do Quartel do Batalhão de Adidos, constituiria uma oportunidade demasiado importante para vir a ter o desfecho que, afinal, se perspectiva. Depois da festa antecipada, o executivo ensaia, agora, uma retirada discreta, tentando passar entre os intervalos da chuva. Foi o que se começou a desenhar, recentemente, quando o executivo municipal deu conhecimento aos Vereadores da oposição de um ofício da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, quinze dias depois da sua recepção (!?), em que esta assume um erro ao ter comunicado ao município de Loures a possibilidade de este exercer o direito de preferência sobre um contrato-promessa de compra e venda do antigo Quartel.Alega a Direcção-Geral que, afinal, “a Igreja Matriz de Sacavém (situada na área do Quartel) não se encontra sujeita a qualquer restrição ou servidão de utilidade pública, não se encontrando instruído qualquer processo de classificação referente ao imóvel e, consequentemente, não existindo o referido direito de preferência”…
A perplexidade surge perante a actuação da maioria socialista no município. Depois do consenso partidário gerado no seio da Câmara Municipal em relação ao exercício do direito de preferência, nunca mais prestaram qualquer tipo de informação, nomeadamente que não conseguiam reunir há quase três meses com a extinta Direcção-Geral do Património e com a sua sucedânea Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, apesar dos pedidos formais, o que deve ter sido entendido como perfeitamente normal! Tão normal como terem remetido uma acta de uma visita de trabalho ao Quartel, requerida por mim, e a que outros Vereadores oportunamente se associaram, sem que do seu conteúdo nos tivesse sido dado, antecipadamente, conhecimento.
Depois do insucesso, expresso nas valências e na área de influência definidas para o Hospital de Loures, vislumbra-se outro fracasso na condução dos principais dossiers do concelho, sem que a irresponsabilidade demonstrada perturbe a gestão corrente do município.







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