Há dias um blog veiculava em termos oficiosos (sob anonimato) a opinião oficial da CDU (redigida por alguns dos seus autarcas) sobre a intervenção do Partido Social Democrata, relacionada com as últimas cheias em Loures, o que lhes causaria algum incómodo.Alegadamente, as minhas posições críticas em relação à inoperância da maioria socialista confundiriam os eleitores, em virtude de alguns representantes do PSD na Assembleia Municipal defenderem de forma mais “acalorada e veemente” o executivo municipal. Logo, estaríamos na presença de um “embuste”.
Esta ideia é reveladora de um profundo desnorte nos criativos tácticos da CDU. Não entenderam que tal como uma árvore não se confunde com a floresta, também as intervenções infelizes de dois ou três elementos não corporizam a mensagem política do PSD, não são representativas dos seus órgãos políticos e não apagam a virtude das propostas apresentadas no executivo municipal. Logo, o argumento não colhe, mesmo sabendo eu e os eleitores que é a contagem decrescente para as eleições autárquicas que motiva esta mal ensaiada tentativa de estabelecer a confusão. Confusão que no limite até lhes poderia ser útil. Não foi a CDU que promoveu uma campanha, em jeito de balanço, sobre “os seis anos de má memória” da gestão socialista? E que na prática são quatro, pois os dois primeiros foram-no em gestão partilhada PS/CDU?
Por outro lado, também é caricato que a CDU tente agora, tardiamente, cavalgar a onda de descontentamento das vítimas das cheias apresentando propostas similares às que eu propus em tempo útil e que, entretanto, rejeitaram ou não viabilizaram. Em Outubro de 2007 votaram contra a possibilidade de reduzir o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) na área afectada pela penúltima cheia, em Sacavém. E em Fevereiro de 2008 optaram pela abstenção na proposta que preconizava a criação urgente de um grupo de trabalho para avaliação do plano de emergência municipal e do impacto das cheias e o estabelecimento de cooperação institucional com o Ministro do Ambiente e o Instituto da Água (INAG), alegando que tal decorria de aproveitamento político…
Como no teatro de sombras nem tudo o que parece é!







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