quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Chicago River

Seis protagonistas da noite portuense foram abatidos nos últimos quatro meses sem que as autoridades policiais dêem sinais de proceder a qualquer detenção ou até de promover o mínimo que se exige, o regresso da ordem pública à cidade do Porto. Apesar da escalada de criminalidade violenta não ser um exclusivo da região Norte, não se pode deixar de considerar como invulgar o fenómeno a que temos assistido: ameaças tornadas públicas e concretizadas na morte de vários seguranças, mediatização de elementos de gangs como o da Ribeira, enquanto o Ministério Público e a Polícia Judiciária vão assistindo impávidos e serenos ao desenrolar do teatro de morte, provavelmente esperando que a eliminação mútua total das várias facções rivais (eram duas, parece que o último modus operandi de metralhadora indiciará outros intervenientes) venha finalmente encerrar o caso.
Para ridículo do Governo, o PSD foi acusado de aproveitamento político sobre o último homicídio ocorrido, por cumprir o seu dever de denúncia desta grave situação e reivindicar um maior contingente policial. No dia seguinte, em clara contradição, a imprensa publicitou instruções directas do primeiro-ministro, José Sócrates, às tutelas da Justiça e da Administração Interna de rápida resolução do caso... Assinatura do tratado de Lisboa oblige!

Sem comentários: