segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Grande penalidade

Poder-se-á dizer que o nosso presidente da república assinalou grande penalidade a mais uma entrada faltosa do presidente da federação portuguesa de futebol. Ainda os portugueses não se recompuseram da aventura megalómana, em que se traduziram os dez novos estádios de futebol e já Gilberto Madaíl sonha em voz alta com o Mundial de 2018. E se não for sózinho que seja em passo de flamenco com “nuestros hermanos”, pois os ingleses poderão revelar-se um poderoso adversário para o regresso do mundial de futebol ao solo europeu.
De forma avisada e servindo de recado para o governo, Cavaco Silva já comentou que "neste momento, tanto quanto eu consigo antecipar, Portugal tem outras prioridades (…) quando eu era primeiro-ministro já o problema do Mundial se colocou e manifestámos alguma reticência”.
Espero que o governo saiba interpretar o aviso presidencial e poupar-nos, para além de outra aventura sem retorno financeiro, a uma organização de um mundial com uma final em Espanha, o que indiscutivelmente será uma inevitabilidade, pela afluência do público e maior capacidade dos seus estádios e pelo processo de renovação, já iniciado em alguns, como o novo Camp Nou que assinala o quinquagésimo aniversário do estádio do Barcelona.

Maquete do novo Camp Nou

Sem comentários: