segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Quem anda à chuva...

Ontem acompanhei a estreia de um novo programa de informação: "Depois do Adeus", subordinado ao problema das cheias e do que foi feito depois da década de 60 para minorar o seu impacto nos meios urbanos. Uma peça televisiva ilustrava como más opções, a urbanização do Infantado e o LouresShopping, implantados em leito de cheia, na várzea de Loures, o que justificou uma recordação de Pacheco Pereira sobre as recorrentes inundações em Frielas, que normalmente atingiam o parque de máquinas dos Serviços Municipalizados.
Lamentavelmente, o responsável pelo serviço de protecção civil e chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal de Loures, António Baldo, entendeu manifestar-se de forma sobranceira, afirmando que Pacheco Pereira há muito não visitava Loures e garantindo que uma nova ponte impedia a repetição do impacto das cheias na área de Frielas. Será caso para dizer que estava mesmo a pedi-las, meia dúzia de horas decorridas. Pena é que a população de Loures, com particular incidência nas freguesias de Bucelas, São Julião do Tojal, Frielas, Loures, Santo António dos Cavaleiros, Camarate, Bobadela e Sacavém, paguem com prejuízos pessoais a presunção e ligeireza presentes na atitude do responsável municipal.
Nem todo o impacto das cheias de hoje pode ser reconduzido à teoria do acidente natural, conforme aconteceu em Outubro passado perante o sucedido em Sacavém, tendo sido mesmo recusada pela maioria socialista a realização de um inquérito que visasse esclarecer as consequências do laxismo, presente na ribeira do Prior Velho, para a inundação na baixa de Sacavém.
Entretanto o Ministro do Ambiente colocou o dedo na ferida em relação à responsabilidade de algumas autarquias na dimensão deste tipo de incidentes. Carlos Teixeira, presidente do município, entende que "deve ter sido um lapso de expressão do ministro, que não sabe como é que estas coisas funcionam"...

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