Começa a atingir contornos verdadeiramente irresponsáveis e surreais o problema das antenas móveis no Parque das Nações. O problema segundo alguns Vereadores, afinal, não passa pelo impacto negativo na paisagem urbana ou pela saúde pública, mas reside no facto de ter sido eu, enquanto Vereador do PSD, a dar-lhe a atenção merecida.Não importa as antenas estarem na entrada de um clube de prática desportiva (Loures) ou nas traseiras de uma creche (Lisboa). Não interessa o facto de a Autoridade Nacional das Comunicações (ANACOM) recomendar expressamente em desdobráveis que “apesar do reduzido nível das radiações emitidas pelas antenas das estações de base dos telefones móveis, as pessoas devem aproximar-se das estruturas com preocupação, respeitando as limitações em termos de acesso e limitando ao máximo o tempo de permanência perto das zonas assinaladas”. Não incomoda a divulgação do estudo da Direcção-Geral de Saúde: “Sistema de Comunicações Móveis - Efeitos na Saúde Humana”, em que se considera possível o aumento dos ricos de leucemia e tumores cerebrais, perante exposição mais intensa a campos electromagnéticos.
Pelo contrário, a última reunião municipal revelou que o Presidente da Câmara Municipal e alguns Vereadores, intitulando-se patrocinadores do progresso científico consideram este tipo de preocupações um exercício de demagogia. Presumindo-se, então, que os cidadãos que assinaram os abaixo-assinados ou a Associação de Comerciantes e Moradores do Parque das Nações e a Junta de Freguesia de Moscavide, que acordou tarde para o problema, integram também o grupo de demagogos.
E como poderemos qualificar o facto de o Presidente da edilidade colocar a hipótese de os moradores do Parque das Nações poderem estar aborrecidos por a implantação das antenas no espaço público não lhes proporcionar generosas receitas para os condomínios?
Curiosamente, ainda não foram respondidas todas as questões que, em 25 de Julho, formulei por requerimento, nomeadamente qual a posição do município perante uma eventual tentativa de licenciamento da antena, nem foi justificado o facto de não constar nenhuma acção de fiscalização sobre a antena sita na área de Loures, no relatório da actividade da fiscalização municipal do mês de Julho …







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