No semanário Expresso, Gualter Baptista, porta-voz do Movimento Verde Eufémia, defende a invasão da propriedade privada, alegando que “foi uma destruição simbólica de uma quantidade mínima de milho. Não foi uma acção violenta, porque não implicou ameaça à integridade física de uma pessoa ou de um ser vivo. Nós tínhamos um objectivo político: repor a ordem democrática, moral e ecológica de um Algarve Livre de Transgénicos. Não foi uma brincadeira de uns miúdos. Estamos a falar de política séria. Somos pessoas politicamente muito activas!”.De facto não tenho dúvidas do seu empenhamento político, depois de perceber a sua intervenção e participação no Bloco de Esquerda, designadamente ter sido candidato nas listas de Manuela Tavares, candidata à Câmara Municipal de Almada, nas eleições autárquicas de 2001 (figurando no site de campanha como “Gualter Baptista, estudante de Engenharia do Ambiente na Universidade Nova”). Como já havia ficado esclarecido sobre a sua consideração pela integridade física do agricultor José Menezes ou pela ausência de respeito pela propriedade privada. Gualter Baptista com a cumplicidade de alguma imprensa lá vai afirmando que “o agricultor se está a vitimizar excessivamente” (parece que a principal razão para se armar em vítima foi ter sofrido um AVC, o que será uma coisa perfeitamente normal …), “quem usou da violência foi o agricultor e uns amigos dele” ou que “a destruição de um ha de milho não é relevante porque a propriedade tem uma área de 51 ha”. Tudo isto num Estado de direito e enquanto este mesmo Estado lhe vai financiando o doutoramento!
Já Miguel Portas, que havia expressado simpatia para com a acção do Verde Eufémia, depois de pressionado pela opinião pública e por críticas internas de alguns sectores do BE, em três dias, acabou a demarcar-se de si próprio:
“Está a dar que falar o primeiro acto de desobediência civil ecológica realizada em Portugal. Ainda bem e gostaria de declarar a minha simpatia com o gesto (…) O que surge como condenável é a queima de 1 ha de milho transgénico. Lamento dizê-lo mas esse aspecto deve ser colocado na balança do ganho social que o gesto induziu.” (18 de Agosto)
“Este tipo de acção, que é vulgar na Europa e na América Latina, deve incidir sobre os verdadeiros responsáveis e não sobre pequenos agricultores.” (19 de Agosto)
“Neste universo (da blogosfera) ganha-se em tempo de reacção, o que se perde em serenidade de reflexão (…) A pulsão para comentar o imediato imediatamente é muito forte e o risco aumenta.” (21 de Agosto)







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