O primeiro-ministro José Sócrates iniciou este fim de semana uma nova prática inauguracional. Como se acabados de entrar num restaurante fossemos empurrados para a zona de fumadores. Ou em termos mais práticos, seleccionados entre convidados do Governo e entre uma população mais disposta a participar no crescente coro de vaias e apupos, que tem emoldurado as recentes aparições públicas de José Sócrates.A nova ponte da Lezíria teve a sua inauguração dividida em dois momentos. O primeiro, a que a central comunicacional do Governo quis atribuir os holofotes, permitiu ver um primeiro-ministro, sem contestação por perto, ignorar olimpicamente um grupo de campinos, que generosamente aguardava pela sua chegada. Só a chamada de atenção de um elemento da comitiva obrigou Sócrates a inverter a passada e a cumprimentar, simbolicamente, apenas um deles...
O segundo, o dos convidados da Brisa (e dos populares), mas já sem a presença do primeiro-ministro, não fosse acontecer algo imprevisto no guião do Governo. As próprias restrições no acesso encarregaram-se de reduzir ao mínimo os riscos políticos, culminando na desmobilização de uma concentração da comissão de utentes de saúde do concelho de Alenquer. Eis uma forma bastante simplex de apagar os focos de contestação pública dos principais blocos noticiosos.







Sem comentários:
Enviar um comentário